domingo, 7 de outubro de 2007

Meu Amor ...


Meu Amor…

Aqui, neste lugar, somos um. Aqui, tenho exposto momentos nossos, tenho exposto acima de tudo, o meu infinito Amor por ti.

Por vezes, sinto que este Amor já nos ultrapassou há muito tempo. Ultrapassou a nossa vontade e os nossos medos. Ultrapassou os mais que evidentes impedimentos que a vida lhe concedeu. Ignorou-nos e fez-nos avançar incessantemente um para o outro.

Já não sou eu sem ti, somos Nós, um ser único que criamos à medida do nosso Amor. Indivisível. Tu és a verdade de mim própria e és o mais puro e definitivo sentido da minha vida.

Guardo muito do que me dizes, meu Amor. Sei que em cada palavra existe verdade.
Guardo a tua frase séria, sentida, que me fez parar para te escutar. “ Meu Amor, se eu te perder fico sozinho no mundo “. A minha respiração ficou suspensa nessa frase, reconheci-a dentro de mim. Porque na minha vida, nunca me senti verdadeiramente acompanhada. Só contigo. Nunca fui ou serei tão próxima de ninguém.

Quero parar o tempo. Não quero viver para além de nós. Quero viver eternamente nos nossos momentos, transformá-los em algo que não existe e é simultaneamente passado, presente e futuro. Quero parar no instante em que a tua mão envolve a minha, ou no momento em que me abraças, ou em que simplesmente te olho e sei que nunca existirá na minha vida um milagre como Nós.
Quero parar o tempo nesses momentos de pura perfeição, porque sei que depois deles te perderei para a tua vida uma vez mais. Por isso, te quero assim... Tão desesperadamente, com uma urgência que não me dá paz. Porque sei da real importância que tens para mim. Da inevitabilidade de ser tua. Da impossibilidade de ser de qualquer outra maneira …

Dependerá de nós este Amor? Acho que já deixou de estar nas nossas mãos o seu fim ou o seu início. O caminho sim, esse podemos escolher ainda. E pergunto-me demasiadas vezes porque é que tantas impossibilidades nos detêm … Pergunto-me se um dia saberei aceitar realmente que este sentimento viva de encontros, de momentos. Onde está a continuidade, onde está a permanência que sei que merecemos? Que juntos desejamos? Esse caminho está-nos vedado. E essa é toda a minha tristeza.

Aceitarei eu um dia as tuas condições? Porque hoje não aceito, nem posso conformar-me com elas. Não quero habituar-me a não te ter. Não quero escolher não sonhar. Não quero anular-me. Nem sequer quero acreditar que a realidade me privará de um futuro sem ti.

A minha razão não consegue explicar nada disto … Porque encontro nos teus braços um mundo bonito, tranquilo, sonhado, um tempo puramente feliz e depois… Depois isto, estas mãos vazias, este lugar onde não estás, estas perguntas onde o licito e o ilícito, o certo e o errado, o possível, o impossível, o desejo de mais e a compreensão de tudo, se misturam.

Tu és outro mundo: de pura alegria, de doce quietude e de uma paz que tanto necessito. Um mundo onde entro e sei que queria fechar a porta atrás de mim, nunca mais encontrar outro lugar senão o nosso lugar … Juntos, numa paz de quem acreditou, numa vida perfeita.

Sei que me amas. Não o questiono. Mas tu sabes olhar os momentos de forma mais serena e alimentares o nosso Amor através deles. Eu olho os momentos perfeitos, memórias lindas que construímos juntos. Sim, meu Amor, sei olhá-los. Mas aqui, sozinha, também tenho de me olhar e saber que hoje será mais um dia sem ti, um dos muitos que já foram, um dos infindáveis que virão.

Os momentos que passamos juntos são a minha força e o meu tormento …

Até já, meu Lindo Amor…

2 comentários:

Daniel Aladiah disse...

Querida Paula
Um amor assim, que precisa das tuas belas palavras para não parar de refulgir... só pode se explicar pela ausência...
Por que razão quem assim ama não está junto?
Um beijo
Daniel

Paula disse...

Paula,

As tuas palavras fizeram rolar no meu rosto lágrimas de saudade...

Momentos perfeitos de união, paz e Amor. Momentos de "separação" à espera de um próximo momento.

A vida é assim mesmo. Vocês encontraram-se e, embora todas as rasteiras que a vida teima em vos pregar, unidos têm sido uns verdadeiros vencedores.

Como sempre te disse, vive o momento.

Sei o quanto doi a ausência, a espera, a incerteza mas, também sei que és capaz, por Amor, de ultrapassar tudo isto.

Amiga, a vida deu-te a oportunidade de conhecer o verdadeiro Amor. Aquele Amor que tão bem descreves. Aproveita.

Jinho doce e muito, muito Amigo